quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sobre o Amor-próprio



Parto do texto "Amor próprio" (na integra no link), para me abrir e falar um pouco mais sobre o que anda passando pela minha cabeça e ocupando meus pensamentos:

De um jeito ou de outro tenho lutado para aceitar meus defeitos e valorizar minhas qualidades. Mas é complicado, pois sou bombardeada por forças externas de que se não for linda, magra, uma profissional de sucesso e uma filha e esposa exemplar eu não sou digna de ser aceita pela sociedade. Não sou digna de ter amor-próprio.

Acham que estou exagerando? Pode ‘até’ ser caraminhola da minha cabeça, mas acredito que muitas outras mulheres (talvez alguns homens) passem por isso. Vejo pessoas criticando aquelas que se aceitam como são: gordinhas, comuns, com cabelo fora do padrão, com comentários depreciativos...Parece que não podemos ver uma pessoa comum feliz, bem consigo mesma, que queremos derrubá-la de seu pedestal, afinal “-Como aquela pessoa pode se sentir bem e eu não?”. E tentamos nos convencer (às vezes pior, convencer aquelas pessoas) que elas não poderiam estar se sentindo bem, pois estão gordas então não terão saúde, poderiam estar melhor...etc etc etc.

Também vejo muitas pessoas tentando obter autoestima na base da “porrada”, estimuladas por pressões do tipo: “emagreça e seja feliz(!)”, “faça esta plástica, aumente seus seios e sinta-se mulher de verdade(!!)”, “Clareie suas axilas e curta o verão”(...)

Eu acho isso tudo um absurdo, pois na minha cabeça só cuidamos daquilo que gostamos. Então, se não nos amamos do jeito que somos hoje, podemos até cometer loucuras na ânsia de encontrarmos o “amor-próprio” (e a aceitação) lá fora. O que começa com uma questão de “peso”, vai para cabelos, cor de pele, dentes, pêlos, unhas, roupas, marcas, parceiro... e a satisfação? E a felicidade? Tudo gira em torno de atender expectativas irreais...E o nosso amor próprio? Contamos que depois que formos perfeitas nos amaremos mais, e finalmente encontraremos a tão falada autoestima...

No entanto, vejo que a autoestima é a mola propulsora para a felicidade e para a mudança:
Por me amar, é que vou querer me cuidar, da minha saúde física, mental, espiritual..
Por me amar é que vou querer mudar, não porque outro diz que tenho que mudar.
E por me amar, é que poderei compartilhar meu amor com o outro, aceitando-o e amando-o do jeito que ele for.

~*~*~*~*~ *~
Amor Próprio (trechos)
Elisabeth Cavalcante

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6124

“Amar a si mesmo é um requisito fundamental para que o ser humano possa vivenciar a felicidade...Aquele que não ama a si próprio, não reconhece em si qualidades e talentos e se acha inferior ao resto do mundo.

Esta consciência só nasce a partir de uma profunda reflexão acerca de nossas qualidades e defeitos e do entendimento de que somos únicos e especiais, não importa o quanto tenhamos errado ou nos desviado da Verdade.

Sempre é tempo de recuperamos a nossa auto-estima se reconhecermos que os erros são fundamentais em nosso processo evolutivo. Se formos capazes de nos amar apesar de nossos fracassos, certamente estaremos nos dando a oportunidade de trilhar novos caminhos e descobrir em nós poderes até então desconhecidos.

... O amor começa com você mesmo, assim ele pode se espalhar. Ele vai se espalhando a sua própria maneira; você não precisa fazer nada para espalhá-lo.
Ame a si mesmo... Diz Buda. E então imediatamente ele acrescenta:... e observe. Isso é Meditação, esse é o nome de Buda para a meditação. Mas a primeira condição é amar a si mesmo, e então observe.
... Sócrates diz: Conhece a ti mesmo, Buda diz: Ame a si mesmo. E Buda é muito mais verdadeiro porque a menos que você ame a si próprio você nunca conhecerá a si mesmo – conhecer só vem mais tarde, o amor prepara o terreno. Amar é a possibilidade de conhecer a si mesmo. O amor é a maneira certa de conhecer a si mesmo
.”

2 comentários:

  1. Oi!!! Há quanto tempo não comento aqui, e olha que leio suas atualizações todos os dias!

    É interessante você ter escrito sobre isso, porque eu tenho me sentido bombardeada pela síndrome da perfeição também. Ainda mais que agora mora comigo alguém que fez lipo e que acha que dieta é vida. Eu não penso assim, claro. Mas o incômodo por não estar "encaixada" no padrão da maioria faz com que eu me olhe no espelho e me questione: esse corpo está perto/longe do que EU quero ou do que ESPERAM de mim? E por aí vai...

    Engraçado também pensar que logo hoje estou me sentindo uma porcaria por me pegar no vermelho novamente, por um descuido bobo: deixar de lado o acompanhamento rigoroso das minhas finanças. Também estou desleixada com a alimentação, e já resvalei em recaídas no vício... Mas parece que hoje tomei um choque de realidade.

    E a realidade é: eu sei que posso ser melhor do que estou sendo hoje, mas definitivamente, não vou conseguir atingir a perfeição que a sociedade quer. Porque ela é ilusória. É uma questão de foco: se eu focar os defeitos, vou encontrá-los aos montes. E se eu focar as qualidades, vou ter que usá-las e aprimorá-las.

    Mas confesso: nadar contra a maré (a que diz que temos que ser assim e assado) não é nada fácil...

    Beijos e luz entre você e sua autoestima!

    ResponderExcluir
  2. Ai Mi,
    Desde o começo do mês tem passado um turbilhão na minha cabeça. Percebi que estou pagando o preço por escolher um caminho diferente do padrão estabelecido. Estou me sentindo mais sozinha, mais excluída...mas é isso ou me juntar a tudo aquilo que vi que não serve mais para mim!
    Preciso me manter forte, preciso me amar, porque na verdade tudo que é procurado fora torna-se ilusório.
    A verdade está dentro de mim. O amor está dentro de mim...e estou lutando para fazê-lo desabrochar...
    Obrigada pelo apoio amiga..

    ResponderExcluir